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O que fala mais alto, dinheiro ou propósito?



Muito se fala hoje nas mudanças culturais que as organizações e os profissionais precisam fazer para terem uma melhor probabilidade de sucesso no século 21. Não é o tal do “PASSO a PASSO para o SUCESSO” que é vendido a todo vapor na internet - e que tem muitos compradores, diga-se de passagem - é a realidade dura de simplesmente “aumentar as probabilidades de ter sucesso”! Mudar cultura é um trabalho e tanto e NÃO tem um passo a passo genérico, pois cada caso é um caso, afinal sua cultura depende das suas origens e da sua vivência - cada um tem a SUA.


O inegável da situação atual é: não fazer, significa sucumbir. Na disrupção da internet, dos smartphones, das redes sociais e tantas outras, sempre se fala da Kodak como exemplo do que não fazer, porém, olhando o nosso mercado atual, o que fizeram as bigtechs e vários outros gigantes para terem uma corrida de layoffs como poucas vezes na história? Não perceberam as mudanças drásticas e rápidas de um mundo BANI - acrônimo famoso na pandemia: frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. As disrupções não foram tecnológicas, foram mercadológicas! O mercado (e o mundo) mudou, porque as PESSOAS mudaram!


Num mundo em que o remoto passou a ser padrão, achou-se que esse novo contexto estava estabelecido e enraizado o suficiente para que empresas estabelecessem o remoto como definitivo. Um definitivo que, ao se deparar com a dureza habitual de um mercado sem dinheiro, deixou a sua “definibilidade” para lá e voltou para a conhecida zona de conforto: controle e comando! As pessoas são mais criativas quando estão juntas fisicamente, disseram vários CEOs, mas isso é uma balela mostrada cientificamente, o que realmente acontece é que CEO é gente e, nessas horas, o medo come mastiga a espinha. Voltar ao conhecido vira a ordem do dia… MEDO, a mais fundamental das emoções. Não tiro a razão de nenhum deles, pois eu estaria me borrando todo se estivesse com a responsabilidade deles nas minhas costas. Mas, se o palco mudou, velhas estratégias não surtirão efeito! Ou seja, apesar do retorno ao conhecido, o sucesso do passado não é garantia de sucesso futuro…


Não há maneira fácil de vencer o BANI. Aqui, vale a premissa: “se não pode vencê-los, alie-se a eles”! É ser o barquinho pequeno e ágil que surfa a onda ao invés do petroleiro gigante que as rompe… Isso se resume a adotar uma CULTURA diferente, ver o mundo - e o ambiente de negócios - com olhos diferentes, tão diferentes que os “olhos” de amanhã podem ser diferentes dos de hoje - surfar na mudança e não se opor a ela.


Ao ver uma gigante como a 3M - com um portifólio de produtos que é a própria definição da cauda longa de Chris Anderson - ser atingida em cheio pela disrupção mercadológica atual me faz pensar: a mudança está quebrando o cerne da cultura tradicional (https://bit.ly/3AQQs2b). Ou seja, a mudança já está operando sobre TODOS aqueles que se firmam num arcabouço baseado na cultura do século 20 - comando e controle. Mas, se essa mudança atinge os velhos, por que o inverno das startups está acontecendo? Está acontecendo, pois, a jovialidade de muitas das startups está apenas no discurso e não na prática, sustentabilidade se faz com lucratividade e não com venture capital. Numa visão parecida, por que algumas tradicionais não estão sendo afetadas? Estão, só não é visível pois a inercia dos negócios é alta. Algumas vezes, só a nova geração - nos negócios familiares - vai ver a batata queimando nas mãos.


Significa então que o negócio é mergulhar de cabeça nas organizações autogeridas, onde o engajamento e o propósito da gestão e dos profissionais estão perfeitamente alinhados entre si, e com o nicho de mercado? Claro que não! Essa cultura é a que vai vingar pois é a única forma, atualmente conhecida, de se transformar um petroleiro gigante que rompe as ondas, em vários barcos pequenos e ágeis que, colaborativamente, surfam o mar revolto. Mas, a sustentabilidade é a base de tudo, não dá para pensar em cultura se não há dinheiro em caixa. É ilusão achar que propósito e engajamento é TUDO que as “novas pessoas” desejam, o bom e velho Maslow - nascido em 1908! - já falava das necessidades básicas! Não dá para viver e proteger a família só na base do propósito e engajamento, o financeiro tem que existir (https://bit.ly/3LxqQw3).


A cultura gera comportamento!


O comportamento necessário para fazer com que um grupo de pequenos barcos surfem no mar, é fundamentalmente diferente da hierarquia de comando e controle do século 20 - a diretoria que comanda o petroleiro. Criar um ambiente sadio, psicologicamente seguro, diverso e respeitoso, não é um ato de bondade, é um ato de liderança corporativa! É a base para transformar um grupo de pessoas vencedoras individualmente, em um TIME vencedor. Mas, imaginar que isso vai acontecer pagando o mínimo para os trabalhadores e super bônus para os líderes, é pura UTOPIA.


Pessoas vencedoras individualmente, as quais são a base de um time vencedor, são CARAS, mas valem a pena!


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