Hi-TECH - E se o seu chefe for uma IA?


Highlight da semana de 01/12 a 07 de dezembro de 2021.


TEMA da semana:


E se o seu chefe for uma IA?


Durante essa semana recebi um link de vídeo do meu filho Gabriel da BBC News sobre o movimento anti-trabalho nos EUA (vale a pena ver o vídeo!). Vi isso como um desdobramento do movimento chamado a grande renúncia o qual já havia comentado por aqui em outubro. Bem, a revolta em relação às condições de trabalho e aos salários parece estar num ritmo crescente e muito dos grandes varejistas já estão com receio da figura que farão perante os shareholders nas vendas de Natal. O negócio está caminhando para algo suficientemente sério para que já se fale em criar uma CLT para os EUA. Como assim, o país onde as regras de emprego são quase totalmente livres (o que muitos brasileiros só descobrem o significado depois que chegam por lá...) pode estar sendo forçado a mudar esse ponto do tal do Capitalismo Selvagem? Eu, particularmente não sou muito fã de muitas regras, pois criam burocracia desnecessária e problemas, porém, ser "sem" regras também vira terreno fértil para abusos, então é preciso achar um meio termo. Por sinal, o atual capitalismo precisa achar vários novos "meio termos" para poder garantir tanto a sua sobrevivência como modelo econômico, tanto para dar a nós a possibilidade de viver além do simples sobreviver.


Muito se questiona sobre as causas dessa revolta! As causas podem ser muitas, mas, o que antes era visto como sendo devido às ajudas financeiras de Biden para a pandemia, parece ter mudado de figura, pois a maioria delas já terminaram e o movimento continua firme e forte. Pode ser que a razão tenha sido, pelo menos em parte, a reflexão forçada que a pandemia impôs a todos nós. Vale a pena passar pela vida apenas sobrevivendo, ou, é melhor lutar para conseguir algo minimamente digno como viver?


Diante do fenômeno anti-trabalho, onde os abusos dos chefes estão entre a maioria das justificativas, cabe uma reflexão que foi levantada no grupo Telegram do Incaas hoje pela manhã: "E se o seu chefe fosse uma IA?". Essa abordagem foi usada num artigo do Morse News, cuja leitura recomendo, onde é descrito que, nas várias organizações adotaram o tal do "data driven", ou seja, são orientadas a dados, é uma IA (analisando os dados) que toma as decisões e os humanos apenas "executam" (lembre-se que CEO significa Chief "Executive" Officer). A IA é, de fato, a chefe aqui, não seria? Poderia ser ela uma chefe menos abusiva que um chefe da espécie humana?


Para reforçar o lado executor dos humanos, o artigo lembra de algo que eu nunca tinha visto por esse lado: "Pense no Waze… Quem pensa e define o caminho e quem dirige o carro…?". Fiquei chocado (rsrsrs)! Realmente já estamos, há bastante tempo, tendo bots (robôs) como companheiros!


Para melhorar ainda mais essa salada de reflexões, que tal juntar o paradigma das empresas autogeridas de Frederic Laloux (Reinventando as Organizações), a Holocracia de Brian Robertson e o CCO - Chief Culture Officer de Grant McCracken? Na minha visão temos uma DAO - Decentralized Autonomous Organizations.


Numa DAO, a direção é um programa de computador, na realidade um smart contract rodando na blockchain (da Ethereum, por exemplo) que propõe, baseada em conjunto de dados (data driven) o que deve ser feito e oficializa as coisas baseada num sistema de votação automatizado (ou não, dependendo da programação...). As unidades executoras estão em qualquer lugar e podem realizar essas decisões da melhor maneira que a expertise de cada unidade decidir. Ao CEO de uma DAO, cabe o trabalho que Laloux, Robertson e McGracken estabelecem: trabalhar a cultura da organização. Como diz o pessoal da Morse: "Perde-se sim pelo lado humano e feeling, mas ganha-se quando seu trabalho foi perfeito, mas seu chefe não vai muito com a sua cara…"!


E aí? Você toparia trabalhar para uma IA?


Outros links caso você queira se aprofundar:


O TechSocial, com seu conteúdo e serviços, pretende motivar as pessoas, independente de faixa etária e posicionamento na carreira, a encarar o desafio de sobreviver em um mundo BANI (Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível).


A função do Hilight é mostrar a transdisciplinaridade e a interdisciplinaridade necessária para navegar no Ambiente 21 (A21), agregando os mais variados assuntos sob vários pontos de vista, para que você perceba as conexões que, muitas vezes, não estão muito claras.


#StartupSE e #insPIREse!


Um grande abraço e até a próxima semana...




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