Cultura de Pensamento Visual Startup YOU: o Canvas!


Rabiscar e desenhar para contar histórias e preservar memórias está entre nós desde antes da chegada do homo sapiens, ou seja, já faz tempo que utilizamos esse tipo de ferramenta para nos expressar.


Para Richard Feynman, físico ganhador do prêmio Nobel de Física de 1965, tudo podia ser aprendido desde que explicado através de palavras simples e claras. Muito se fala da técnica Feynman de aprendizagem, muito conhecida entre os estudantes de concursos. Dentre as etapas dessa técnica, o processo de escrita e desenho são partes importantes. É através deles que conseguimos esquematizar o processo de entendimento, tanto para nós mesmos como para outras pessoas que estejamos ensinando.


O processo de escrever e rabiscar aumenta o nosso foco criando ligações mais fortes no nosso cérebro. Esse tipo de ligação permite que mantenhamos o conhecimento adquirido por mais tempo e o usemos mais frequentemente. É o tal do “poder da escrita”!

Num ambiente volátil e inconstante como o que vivemos hoje, são habilidades mais do que bem-vindas:

  • O foco no que estamos fazendo,

  • A capacidade de reter conhecimento,

  • De aprender coisas complexas de forma rápida e fácil.

Dessa forma, adotamos o Pensamento Visual (Visual Thinking) como parte fundamental da Cultura Startup YOU.


A construção da Cultura de Pensamento visual Startup YOU acontece já há alguns anos e temos, como crença básica ou pilar fundamental, a visão Empreendedora Inovadora. É dela que surge uma estrutura de sucesso no século 21. Nessa visão, aprendemos a adequar a percepção do ambiente que nos envolve usando o viés do empreendedorismo e da inovação constante. Com relação ao empreendedorismo, precisamos nos ver como um empreendimento, ou seja, nós, como profissionais ou pessoas somos uma empresa que, como tal, deve obter lucro. Com relação à inovação contínua, precisamos estar evoluindo sempre, acompanhando a jornada de nossos clientes e aprimorando o “valor” que oferecemos.


Quando explicamos o conceito “EU” empresa, ou o “EU S/A” (S/A = Acrônimo de Anônima), causa bastante impacto a afirmação que essa organização também deve ser lucrativa. O estranhamento das pessoas vem seguido de uma pergunta: como assim, lucro? Tanto como pessoa, tanto como profissional, o nosso dia a dia é repleto de papeis que executamos. São exemplos comuns de papeis diários na vida de muitos: pai, mãe, namorado(a), companheiro(a), autônomo, funcionário, CEO etc.


Tomemos como base a parentalidade, qual o lucro que você, empresa exercendo esse papel, teria? São exemplos: segurança, conforto, educação, alimentação, diversão, oportunidade de desenvolvimento etc. Veja que a lucratividade não está dimensionada em dinheiro, mas certamente precisa dele para sua implementação. Disso, podemos ter lucro nas mais variadas coisas. Todos os itens citados precisam ser fornecidos aos filhos da melhor e mais eficiente maneira possível, o que significa a busca contínua pelos melhores métodos e processos.


Ao criar uma “EU S/A”, que seja uma startup, pois são as organizações mais bem adequadas ao ambiente atual. Daí o nome Startup YOU! Além do nome, as startups trazem consigo a adoção das mais novas ferramentas visuais para definirem o seu modelo de negócio e a criação de inovação. Vamos usar as mesmas ferramentas que além de fartamente documentadas, são validadas pela força maior: o mercado.


Primeira e mais básica ferramenta que utilizamos é o BMC (Business Model Canvas) sobre o qual desenvolvemos o modelo de negócio da startup. A experiência nos mostrou que é mais fácil começarmos criando um BMC de um negócio que você tenha acesso e do qual seja usuário. Por exemplo: a loja de conveniência do seu bairro, a padaria que você gosta, a cafeteria próxima etc. Escolha uma (mesmo que não esteja nessa lista) e comece a colocar no papel usando o poder da escrita. O canvas é mostrado na imagem abaixo.

BMC - Sebrae


Na figura do BMC, o Sebrae já responde quis são os quadrantes referentes às perguntas mais importantes na concepção de qualquer modelo de negócio:

  • O quê?

  • Para quem?

  • Como?

  • Quanto?

Não vamos considerar nesse momento os ensinamentos de Simon Sinek no livro: Comece pelo porquê: como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir. Como o próprio título sugere, trata-se de uma visão de liderança e gestão, então, vamos tratar a visão do negócio iniciando com a pergunta: o quê?


O quê?


Esse é o bloco fundamental do canvas, pois é ele que define a razão pela qual o negócio existe perante o mercado (é tão significativo que é o bloco central do canvas). Se um negócio existe é porque ele resolve um problema de alguém. Preste atenção nas palavras “problema” e “alguém”. A primeira se refere a algo que incomoda, que não funciona adequadamente. A segunda e refere ao grupo de pessoas que sobrem com esse funcionamento inadequado ou incômodo, são os denominados clientes.

A proposta de valor (nome do bloco) é onde está descrito o “valor” que o negócio oferece aos clientes para solucionar o problema que os aflige. É por essa solução e pelo alívio que vão sentir ao aplica-la, que os clientes vão pagar o preço pedido.


Para quem?


Esses são os blocos ligados aos clientes, ou seja, àqueles que são a razão do negócio existir. Ressaltamos aqui o fato de que o cliente é o responsável pelo sucesso ou não do negócio. Por que ressaltar isso? Porque muitos esquecem dessa relação e acham que podem existir por si só? Isso é uma grande mentira.


Conhecer com profundidade e qualidade quem são os seus clientes (bloco seguimento de clientes) é fundamental. É também fundamental detalhar os canais através dos quais você mostra a eles que sua solução existe e como ela é entregue.


Uma venda concluída deve ser o início de um relacionamento. É preciso saber como a sua solução funcionou para cada venda em particular e, caso seja necessário, propor ajustes. Nesse processo pode-se buscar insights para melhorias e novos problemas que o seu cliente tenha e possam ser solucionados através de novos produtos. A maneira como o negócio vai manter essa relação é a descrição do bloco relacionamento com os clientes.